Milão

Chegamos em Milão de trem, vindo de Roma. Aproveitamos para reforçar que a melhor forma, e mais barata, de comprar passagens de trem na Itália é diretamente na empresa Trenitália. Indo direto no site deles (é possível usar o site em inglês, mudando a linguagem no canto superior direito), e comprando com boa antecedência, é possível conseguir preços muito bons. E outra dica importante: acostume-se aos nomes das cidades em italiano, pois é a forma como elas vão aparecer no site e também nas telas das estações – Milão aparecerá como Milano, Veneza é Venezia, Florença é Firenze e assim por diante.

Em Milão existem muitas opções de transporte, nós utilizamos o metrô, mas existem ainda as opções do Tram (bonde) e dos ônibus. Para andar no Tram e nos ônibus, é importante saber que os bilhetes devem ser comprados nas máquinas da ATM (disponíveis nas estações de metrô ou em algumas bancas de jornal), pois eles não são vendidos dentro deles. Os bilhetes simples (Biglietto urbano, € 1,50, preço de 2016) valem por 90 minutos depois de convalidados, mas tem que ser convalidados assim que se entra no transporte e permanecer com os bilhetes durante toda a viagem (a multa caso um fiscal encontre você sem o bilhete ou sem convalidá-lo é de € 36,50, valor em 2014). Uma vez usado no metrô, o bilhete simples não pode ser usado de novo, mas ainda vale pelos 90 minutos para os ônibus e Tram, desde que devidamente convalidados assim que se entrar nos mesmos. Existem bilhetes que valem por 24 horas após convalidados (Biglietto giornaliero, € 4,50, 2016) e que valem 48 horas após convalidados (Biglietto bigiornaliero, € 8,25, 2016) e ambos não limitam o número de utilizações no metrô como bilhete simples. Existem muitas outras opções, que podem ser vistas com mais detalhes aqui (site em inglês ou italiano, mude no canto superior esquerdo).

O metrô é dividido em 5 linhas, M1, M2, M3 e M5 (a M4 seria a linha que liga a cidade ao aeroporto, mas até nossa última visita esse trecho era atendido pelos trens suburbanos), sendo que as linhas M1 e M2 possuem bifurcações. Encontrar um mapa do metrô que não seja defasado ou enganosos é difícil, esse mapa foi o melhor que encontramos.

Outro site interessante que a ATM (empresa de transportes) disponibiliza é o Giro Milano, onde é possível calcular rotas entre endereços dentro da cidade, escolhendo o meio de transporte por tempo de viagem e inclusive com os valores das tarifas. O metrô nas linhas M1, M2 e M3 funcionam de 06h às 00h30min, a linha M5 funciona de 06h às 24h. Após estes horários, existem linhas de ônibus que substituem alguns trechos principais do metrô, saindo de 30 em 30 minutos, as linhas disponíveis e os trechos cobertos podem ser conferidas aqui (os dois sites possuem a opção em inglês ou italiano, no canto superior esquerdo).

Milão, como muitas cidades europeias, possui um ônibus turístico (city sightseeing), mas não acreditamos que ele seja realmente necessário, pois os principais pontos turísticos são facilmente acessados pela rede de metrô e também a pé estando no centro da cidade.

Chegamos à cidade no início da tarde, e passamos por um demorado check-in no hotel (uma dica que aprendemos ali: sempre confira o frigobar de seu quarto, se ele existir. Confira todos os dias, e caso haja algo fora do comum, comunique logo a recepção, isso vai evitar problemas e aborrecimentos). Já tínhamos ouvido falar do famoso hábito dos milaneses do “aperitivo”, que é uma tradição de bares e restaurantes que após as 18h (em alguns locais começa às 17h) servem drinks com buffet incluído (preço médio dos drinks, em 2014, era entre 8 e 10 euros). Esse buffet é liberado e inclui saladas, alguns tipos de massas, pães, pizzas e salgadinhos, e como estávamos morrendo de fome, nosso primeiro destino foi o bairro de Navigli. Para chegar lá, é preciso ir até a estação de metrô P.Ta Genova FS (linha M2), e ao sair da estação, siga pela Via Casale. Essa rua já vai te levar até um dos canais do bairro, onde existem vários bares que oferecem esse tipo de aperitivo. Nós pesquisamos preços em alguns, mas chegamos rapidamente à conclusão de que por ali os preços são meio que tabelados. Onde fomos, a gente pagava pelo drink e comia o quanto quisesse, mas o único inconveniente era que eles tinham o hábito de cobrar na hora, ou seja, a gente tinha que pagar por cada drink assim que ele chegasse à mesa. Se fosse pagar no cartão, a pessoa teria que se levantar e ir até o caixa passar o cartão e colocar a senha a cada pedido. Nós demoramos a entender como funcionava (e a garçonete não tinha lá muita paciência pra explicar) e recomendamos que você leve um tanto de dinheiro para tornar essa estranha dinâmica menos sofrida. Existiam outras opções de bares, em que os aperitivos iam à mesa, junto com o drink, não existindo o buffet, mas não fomos em nenhum desses para poder opinar. Os canais do bairro Navigli foram construídos a partir do século XV (tendo a participação no projeto, já em andamento, de Leonardo Da Vinci, cujos esboços se encontram no Museo dei Navigli) como opções de transporte, ligando os rios e lagos da região ao centro da cidade. Quando estivemos lá, os canais do Navigli estavam secos, e o cenário não era lá dos mais bonitos, mas ainda assim existia a opção de mesas do lado de fora ou do lado de dentro dos bares, trattorias e pizzerias.

Nos dois dias seguintes, marcamos dois bate-voltas, um em Pisa e outro em Veneza. No nosso terceiro dia foi efetivamente em Milão, fomos conhecer o mais famoso ponto turístico da cidade, a Catedral de Milão, ou Duomo di Milano (estação Duomo, linhas M1 e M3). Trata-se de uma catedral com estilo misturados, devido principalmente aos mais de 400 anos entre o início de sua construção e sua finalização. O estilo predominante, no entanto, certamente é o gótico. O mármore roseado com que o Duomo foi construído chegou atrás dos canais de Milão (Navigli), vindo do Lago Maggiore. A bela fachada da catedral, com seus impressionantes blocos de mármore e mais de 2 mil estátuas somente em seu exterior, segundo a história, foi terminada em “apenas” 8 anos por ordem de Napoleão, que retomou suas obras assim que invadiu a Itália e se autodenominou rei do país, pois pretendia ali realizar a cerimônia de coroação (que não chegou a ocorrer segundo os registros históricos).

O Duomo di Milano é sem dúvida um dos grandes pontos turísticos de Milão, mas acreditamos que sua visita, externa e interna (incluindo o subsolo), já vale o passeio. O subsolo da catedral, que abriga ruínas do século IV das antigas Igrejas de Santa Tecla e Basilica di Santa Maria Maggiore (esta última demolida durante a construção do Duomo, existe outra de mesmo nome em Roma). A entrada para fiéis na catedral é gratuita, as demais visitas são pagas e o funcionamento é das 7h às 19h, sendo que a última entrada é às 18h30min. O Duomo Pass, que dá direito a visitar todas as atrações e subir de elevador até os telhados custa 15 euros (preço de 2016). O ticket para a visita à catedral e ao setor arqueológico (subsolo), incluindo o museu com a exposição “Tesouros de Duomo” e a Igreja San Gottardo in Corte (próxima da Duomo), custa 6 euros (preço de 2016). A subida ao telhado, sozinha, custa 13 euros pelo elevador (e algumas escadas já nos telhados) e 8 euros subindo tudo a pé (preços de 2016). Existem outras opções de tickets e preços, que podem ser vistos detalhadamente aqui, em inglês ou italiano (mudar no ícone do planeta ao lado da busca, lado direito em cima). Compramos os nossos tickets na hora e não pegamos a fila grande nem na bilheteria e nem no acesso ao elevador.

A subida aos telhados da catedral, que é tão falada, acabou sendo bastante decepcionante, pois a vista de lá não é tão bonita quanto nos forçam a acreditar, e a grandiosidade da igreja não é vista quando se está em cima dela. Até é possível ver “de perto” as estátuas ao longo de todo o telhado, mas para qualquer um que não seja um grande entusiasta de arte sacra, vai ser bem monótono ficar subindo escadas e andando pelo telhado em uma grande fila de turistas. Há quem considere a visita aos telhados a parte mais interessante do passeio, e respeitamos isso, apenas recomendamos que se pesquise um pouco antes para avaliar e saber o que esperar.

Do lado direito da Catedral de Milão está o, está o Grande Museo del Duomo di Milano, cujo ingresso estava incluído em nosso bilhete da Duomo. Este museu mostra a história da construção da Catedral, possui modelos utilizados no projeto, moldes em madeira (inclusive uma maquete daDuomo), esculturas, além de vitrais e pinturas. Há também ali a exposição intitulada “Il Tesoro del Duomo” (Tesouros da Catedral), onde ficam os objetos religiosos utilizados na Catedral de Milão do século V até o século XVII. O Museo del Duomo funciona de terça a quinta-feira, das 10h às 18h, sendo o último ingresso às 17h (começa a fechar às 17h40min). Fica fechado às quartas-feiras, e os preços podem ser conferidos no mesmo link do Duomo di Milano.

Ao lado do Museo del Duomo está o Museo del Novecento, que é um museu recente, do ano de 2010, criado em dedicação ao século XX. Ali é possível ver obras de artistas renomados, como Matisse e Picasso, ordenadas de forma cronológica para contar a história da arte naquele século. Os ingressos custam 5 euros (preço de 2016) e o horário é variado, podendo ser conferido aqui (clique em Menu, no centro, em cima).

No centro da movimentada Piazza del Duomo, tem uma estátua em homenagem a Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália. Aproveitamos o mesmo dia da visita ao Duomo para visitar a Galleria Vittorio Emanuele II, que fica logo ao lado. Sem dúvida é uma construção muito bonita, mas acabou não oferecendo, para nós, muito mais do que sua arquitetura, que é impressionante. Construída durante a Belle Époque (era de ouro da cultura europeia, no final do século XIX), a Galleria representa a grande vertente da Milão atual: a moda. Possui muitas lojas de grifes famosas, além de cafés e restaurantes chiques. Existem algumas opções de restaurantes mais acessíveis, chegamos a ir em um desses, mas não valeu o dinheiro que gastamos. Indo para o lado oposto ao Duomo, à esquerda do grande octógono formado pelo encontro dos corredores, está um mosaico de um touro (que representa a cidade de Turim) que é centro de um estranho ritual que supostamente traria sorte aos visitantes da galeria. Consiste em girar com o calcanhar direito (uma ou três vezes, dependendo da fonte de onde se lê sobre a lenda) apoiado sobre os testículos do animal. Por dia centenas de turistas (e milaneses) supersticiosos repetem o ritual ao passar pela Galleria.

Continuando nessa mesma direção (oposta ao Duomo) encontra-se a Piazza Scala, onde está o famoso Teatro Scala, palco de óperas e considerado um dos mais importantes teatros do mundo. É possível visitar o museu do teatro (ingressos a 7 euros, preço de 2016), que fica aberto todos os dias com algumas exceções, das 9h às 12h30min (última entrada às 12h) e das 13h30min às 17:30min (com última entrada às 17h). Uma boa dica: se não houver nenhum ensaio ou espetáculo em andamento, é possível ver o auditório do famoso teatro durante a visita ao museu. Maiores detalhes, principalmente os dias em que o museu não abre, podem ser vistos aqui.

Ainda dentro da Galleria Vittorio Emanuele, cruzamos com uma exposição dos projetos de Leonardo Da Vinci, onde era possível interagir com suas obras. O nome da exposição era Il Mondo di Leonardo da Vinci (O Mundo de Leonardo da Vinci), e possuía várias réplicas de projetos originais de Da Vinci, assim como desenhos e muitas ferramentas digitais e interativas, como programas onde era possível mesclar digitalmente partes de projetos dele e criar novas máquinas, isso tudo com a possibilidade de imprimir o resultado final e levar pra casa como souvenir, gratuitamente. O preço da exposição foi 12 euros (preço de 2014) e não temos como saber se ela estará lá novamente para quem estiver pretendendo visitar a cidade. De qualquer maneira, existe em Milão um museu dedicado à tecnologia e à obra de Da Vinci, o Museo Nacionale Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, que fica na Via San Vittore, a uns 2km da Galleria Vittorio Emanuele e a 350m da estação de metrô Sant’Ambrogio (Linha M2). O ingresso custa 10 euros (preço de 2016), e o museu funciona de terça à sexta-feira das 9h30min às 17h, e nos sábados e feriados das 9h30min às 18h30min (A última pessoa entra 30 minutos antes do horário de encerramento). Nas segundas-feiras comuns o museu não funciona, abrindo apenas nas que forem feriado. Mais detalhes sobre horários e preços no site do Museo Nacionale.

Nosso próximo destino foi a Igreja de Santa Maria delle Grazie, que fica na praça de mesmo nome (estações de metrô Conciliazione ou Cadorna, sendo a primeira apenas um pouco mais próxima). A Igreja também é um convento dominicano, conhecida principalmente por ser o local onde se encontra a pintura de “A Última Ceia” de Leonardo Da Vinci. É uma das visitas indispensáveis por conta disso. A pintura do “Cenacolo Vinciano”, como é chamada por lá, foi para nós o principal lugar a ser visitado em Milão. A pintura é extremamente delicada, por isso não é permitido tirar fotos e só são permitidas visitas com no máximo 25 pessoas, e a duração é de 15 minutos. Da Vinci inovou ao fazer a pintura, abandonando a técnica do afresco habitual e pintando com uma nova mistura de tintas chamada têmpera (uma mistura de pigmentos com gema de ovo), o que tornou a pintura única, mas comprometeu sua durabilidade. Em menos de 70 anos já estava completamente comprometida, mas ainda sobrevive, tendo sofrido uma obra que abriu uma porta e destruiu os pés de Jesus, além de o convento ter sofrido um bombardeio durante a 2ª Guerra Mundial. A pintura recebeu muitas restaurações, e durante nossa visita à exposição Il Mondo di Leonardo da Vinci (na Galleria Vittorio Emanuele), existia uma tela digital disponível onde era possível acessar detalhes da pintura e ver como ela se parecia assim que foi terminada. Na mesma sala onde está “A Última Ceia”, na parede oposta a ela, está a pintura de Donato Montorfano, Crocifissione di Cristo (Crucificação de Cristo). Curiosamente, Da Vinci tinha sido contratado para acrescentar duas novas figuras a essa pintura (Ludovico il Moro e Beatrice d’Este), e possivelmente somente após isso que teve a ideia de fazer sua própria pintura na parede oposta.

A compra do ingresso para o Cenaculo Vinciano é muito difícil, e é imprescindível comprar com muita antecedência pela internet ou pelo telefone, ligando para a bilheteria do museu. A compra pela internet diretamente no site é possível (ingresso custa 8 euros, preço de 2016), mas precisa realmente de muita, muita antecedência. Nós sugerimos que essa seja a primeira opção, pois dessa forma o preço do ingresso sairá bem mais barato que nos pacotes fechados que existem à venda na internet, que são nada além de cambistas oficializados, que compram antes e vendem mais caro depois. O site está em italiano, mas é possível mudar para o inglês no canto superior esquerdo. Para dar uma ideia da antecedência necessária para a compra online, quando escrevemos este post estava disponível a venda de ingressos para 3 meses à frente. Havia alguns ingressos disponíveis com antecedência menor, de um mês, mas eram para poucos horários, em poucos dias. Ou seja, caso você não consiga comprar com os tais 3 meses de antecedência, continue sempre olhando a agenda, pois desistências fazem com que abram horários que podem lhe servir.

A segunda opção para adquirir o ingresso para ver a “Última Ceia”, caso não seja possível a compra pelo site, é a compra pelo telefone. A tarefa é ingrata, pois devido ao fuso, é preciso acordar de madrugada para telefonar. Nós acordamos por duas vezes, conseguimos completar a ligação com muita dificuldade, mas não sobrevivemos aos muitos minutos na espera e nem chegamos a falar com a atendente em nenhuma das duas vezes. As pessoas que conseguiram e relataram na internet, disseram que o inglês das atendentes não é o melhor do mundo, mas suficiente para completar a transação. O horário de funcionamento da bilheteria é das 8h às 18h30min (não se esqueça do fuso, que são de +4h para o Rio de Janeiro sem horário de verão). Existem relatos de pessoas que foram diretamente na bilheteria no primeiro dia de estadia em Milão e conseguiram comprar, mas nós recomendamos não contar com essa sorte. No entanto, caso nada mais funcione, não custa nada dar uma passada lá, visitar a igreja e tentar a sorte na bilheteria. Nossa última opção foi comprar um pacote fechado (ingresso + livro/folheto) nesse site. Mas não se iluda com o preço que aparece no anúncio, pois o preço final (calculado em 2016) saiu por absurdos €29,81 pelo ingresso (quase quatro vezes o valor devido). Como não pretendíamos voltar em Milão tão cedo, compramos. Mas não recomendamos, a menos que você não tenha outra escolha.

Em nosso último dia Milão, como nosso voo seria à noite, aproveitamos o dia para conhecer o Castello Sforzesco (estação Cairoli, Linha M1), uma construção do século XV. O lugar impressiona à primeira vista, pois possui toda a estrutura daqueles incríveis castelos medievais que tanto se vê em imagens da Europa, e ainda tem detalhes dignos de filmes de época, como uma ponte e um fosso. Por dentro, no entanto, não sentimos uma imersão na atmosfera medieval, e não foi tão impactante como a Torre de Londres, por exemplo. Havia um stand de venda de automóveis no meio do pátio principal, talvez por conta disso tudo parecia um tanto artificial. O Castelo original foi demolido por Napoleão, segundo a história a pedido e com comemoração do povo que o considerava um símbolo de opressão, e depois disso passou por várias reconstruções e restaurações que se seguiram até o princípio do século XX e culminaram na forma que ele apresenta atualmente. O Castello Sforzesco é, sobretudo, um imenso complexo de museus, possuindo mais de 15 opções de acervos diferenciados. O acesso apenas ao Castelo é gratuito, e funciona das 7h às 19h. Os museus funcionam das 9h às 17:30h (última entrada às 17h) e o preço do ingresso que dá direito à visitação de todos e 5 euros (preço de 2016). Para saber detalhes, dias que os museus não abrem e inclusive alguns dias e horários em que a entrada é gratuita, entre no site (em italiano ou inglês, muda no canto superior direito). Para comprar os ingressos online, entre aqui.

Dos fundos do castelo é possível ver o Arco della Pace (“Arco da Paz”), que marca a chamada o local onde anteriormente foi a Porta Giovia, usada para controlar uma importante estrada de acesso a Milão. Esta via, na era moderna, liga Milão a Paris através do Passo del Sempione, caminho que atravessa os Alpes e liga os dois países. O Arco della Pace começou a ser construído sob o comando de Napoleão, mas foi concluído depois de sua queda, sendo inaugurado em 1838 como uma homenagem à paz na Europa. Entre o Arco della Pace e o castelo Sforzesco há uma imensa área verde nos fundos do castelo, chamada Parco Sempione, onde é possível caminhar, contemplar ou fazer piqueniques. Do pequeno lago que existe nessa área, é possível enxergar a Torre Branca, que foi construída em 1933 e ficou durante décadas fechada ao público, voltando a receber visitantes a partir de 2002. Com mais de 100 metros de altura, é um dos principais pontos para se ter uma vista panorâmica da cidade de Milão.

Próximo do Castello Sforzesco está a Pinacoteca di Brera (estações de metrô Lanza – Linha M2 ou Montenapoleone – Linha M3). A Pinacoteca é uma galeria de arte que reúne os principais nomes da arte antiga e contemporânea, sendo visita certa em Milão para os turistas que gostam de pintura. Ela está localizada dentro do Palazzo di Brera, um antigo convento do século XVI cuja área atualmente abriga, além da Pinacoteca, o Jardim Botânico, a Academia de Belas Artes e o Observatório Astronômico, dentre outros pontos de interesse próximos, como o Museo del Risorgimento. Na Pinacoteca di Brera é possível ver pinturas de grandes nomes da história da arte, como Caravaggio, Rafaello, Bellini, além de possuir em seu acervo vários afrescos retirados de igrejas e conventos. Os ingressos (10 euros, preço de 2016) podem ser comprados antecipadamente aqui, ou podem também ser adquiridos naqueles pacotes fechados juntamente com o ingresso da “Última Ceia” de Da Vinci, caso não tenha sido possível comprá-lo de nenhuma outra maneira. A Pinacoteca di Brera funciona de terça a domingo, das 8h30min às 19h15min, mas a bilheteria fecha às 18:40h. Não há visitação nas segundas-feiras e no primeiro domingo de cada mês, a entrada para a Pinacoteca é gratuita. Para mais informações, entrem no site.

Um fato curioso (e decepcionante) sobre nossa jornada pela Itália foi a comida. Como estávamos no fim da viagem (e o Brasil ainda não estava tão em crise e com o real tão desvalorizado) resolvemos gastar os euros economizados ao longo daqueles vinte e tantos dias comendo bem. Foi o que pensamos, mas não foi o que aconteceu. Comemos em restaurantes, e de uma forma geral, a comida custou caro e não agradou. As melhores pizzas que comemos foram compradas na rua, em lanchonetes que vendiam por peso ou por fatias. As pizzas dos restaurantes eram secas e sem gosto, assim como as massas, com molhos que pecavam pela falta de tempero. Em Milão, pedimos o famoso “bife à milanesa” em um restaurante dentro da Galleria Vittorio Emanuele II, acompanhado de um arroz à piamontese (receita referente à região de Piemonte, no norte da Itália). O bife tinha gosto de óleo, sem sal ou tempero, e o arroz tinha um gosto adocicado que o fazia parecer estragado (mas não estava, era da receita mesmo). Essa foi a experiência mais emblemática, mas fomos em vários outros restaurantes, em Milão, Roma e Veneza.

NOTA DO ALEXANDER: A melhor massa que comi na Itália foi um espaguete ao molho pesto que comprei em uma lanchonete no aeroporto de Milão, rs. Daquele tipo que a pessoa esquenta o macarrão na água quente e acrescenta um molho depois.

Informações úteis:

Consulado Geral do Brasil em Milão: Corso Europa, 12, 20122

Tel: +39 335 727 8117, em caso de comprovada urgência.

Em Milão terminamos esta jornada pela Europa.

Veja o roteiro completo da nossa viagem de 22 dias na Europa aqui.

Visitamos em: outubro/2014

Esteve por lá? Deixe suas impressões ou dicas nos comentários!

2 thoughts on “Milão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *